Pular para o conteúdo principal

Acessibilidade Cultural: Governo de São Paulo dá o exemplo


O Estado de São Paulo larga na frente e receberá investimento destinado à acessibilidade cultural de pessoas com deficiência através da parceria entre a Secretaria da Cultura e da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado.
Governo de São Paulo investirá 2 milhões em acessibilidade na cultura
Dar chance para que cegos entendam um movimento de dança ou para um surdo decifrar uma fala de “Hamlet” é parte de um programa para tornar a vida cultural mais acessível em São Paulo.
 
Sessão de cinema com equipamentos para audiodescrição, para cegos, e exibição de legendas, para deficientes auditivos.
 
Ao custo de R$ 2 milhões, o conjunto de medidas do governo estadual paulista inclui linha de crédito de R$ 800 mil a bibliotecas municipais para a compra de equipamentos que facilitem a vida do público com deficiência, como lupas, softwares de leitura e decodificadores para braile.
 
Inicialmente, as atividades culturais com sessões acessíveis ocorrerão em estruturas ou organizações ligadas ao Estado, como os teatros Sérgio Cardoso, na Bela Vista (região central) e São Pedro, na Barra Funda (zona oeste), e de produções da São Paulo Cia. de Dança e do programa de circulação Ópera Curta. Na segunda etapa, qualquer companhia ou associação que queira ver um espetáculo com audiodescrição (que interpreta tudo o que é visto em palavras), Libras (Língua Brasileira de Sinais) ou legendas vai poder entrar com um projeto para bancar os custos e fazê-lo.
 
O conjunto de medidas é uma parceria da Secretaria da Cultura e da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado.
 
“Fizemos algumas exibições de dança como teste e os resultados foram impressionantes. Em alguns casos, a descrição aos cegos exige quase a feitura de uma nova obra”, diz Maria Thereza Magalhães, coordenadora da Secretaria Estadual da Cultura.
 
“O incentivo financeiro é uma ação pedagógica, mas é preciso deixar claro que ter acessibilidade para todos em espetáculos é algo que já existe em lei”, afirma Linamara Rizzo Battistella, secretaria estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência. “Tenho convicção que é um projeto sustentável”, diz.
É pré-requisito aos interessados nos recursos que haja acessibilidade física nos locais que receberão os espetáculos ou nas bibliotecas.
 
por Jairo Marques

Comentários